Arquivo de Cultura - Zezé Motta https://zezemotta.com.br/tag/cultura/ Site oficial da atriz e cantora Zezé Motta Mon, 18 May 2026 04:01:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://zezemotta.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cropped-Zeze-Motta.-Perfil-32x32.jpg Arquivo de Cultura - Zezé Motta https://zezemotta.com.br/tag/cultura/ 32 32 Quando Dança um Baobá’ com Aisha Jambo https://zezemotta.com.br/peca-quando-danca-um-baoba/ Mon, 18 May 2026 03:59:20 +0000 https://zezemotta.com.br/?p=1253 Ao completar 25 anos de uma trajetória marcante no cinema, teatro e televisão, a atriz Aisha Jambo apresenta seu primeiro […]

O post Quando Dança um Baobá’ com Aisha Jambo apareceu primeiro em Zezé Motta.

]]>
Ao completar 25 anos de uma trajetória marcante no cinema, teatro e televisão, a atriz Aisha Jambo apresenta seu primeiro projeto solo teatral: ‘Quando Dança um Baobá’, um monólogo musicado que homenageia a vida e o legado de Mercedes Baptista (1921-2014). A montagem, acompanhada em cena por contrabaixo e percussão, propõe uma viagem sensorial ao Brasil do início dos anos 60, resgatando a história da artista que quebrou as barreiras do racismo estrutural para se tornar a primeira bailarina negra do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Quando Dança um Baobá, estreia no próximo dia 07 de maio, às 19h, no Teatro Correios Léa GarciaCentro Cultural Correios e conta  com supervisão de outra mulher negra que é referência nas artes, a atriz e cantora Zezé Motta. A direção artística é de Cátia Costa. O projeto, contemplado no edital Fluxos Fluminenses, conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministério da Cultura e Governo Federal.

O espetáculo ganha um contorno especial pela formação de Aisha: além de sua consolidada carreira nas artes dramáticas, a atriz é Bacharel em Dança pela  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa dualidade artística permite que ela transite com precisão técnica pela “Técnica Mercedes Baptista” — a primeira codificação de dança afro-brasileira do país, que uniu o rigor clássico à ancestralidade dos terreiros de candomblé.

A peça, inspirada na biografia escrita por Paulo Melgaço – “Mercedes Baptista, A Identidade Negra na Dança”, adota um recorte temporal preciso: o período de efervescência social e política que antecedeu o golpe militar de 1964. A trilha original de Quando Dança um Baobá constroi uma poética entre memória e fabulação. Em sintonia, cenário, figurino e luz articulam uma estética que cruza tempos históricos criando camadas visuais e simbólicas. A encenação utiliza o palco como instrumento de transformação social, bebendo de fontes como o Teatro Experimental do Negro (TEN), de Abdias Nascimento, e a Casa Poema, de Elisa Lucinda.

‘’Esse projeto é uma reverência a Mercedes Baptista, uma mulher livre e visionária que traçou um paralelo entre o clássico e a ancestralidade para criar a Dança Afro-Brasileira. Fui provocada a dar vida a ela durante um debate e, desde então, mergulhei em uma pesquisa profunda para encontrar a pessoa por trás do mito. Meu desejo é enaltecer essa potência feminina e o protagonismo negro que ela pavimentou”, afirma Aisha Jambo.

Mercedes Baptista é minha conterrânea e foi a precursora da dança afro-brasileira. É uma honra poder trazer meu olhar para este projeto, sobretudo, através da Mercedes Baptista, uma mulher negra, que revolucionou a cultura e arte no nosso país”, completa Zezé Motta.

Zezé Motta e Aisha Jambo | Foto: Daniel Pinheiro
Zezé Motta e Aisha Jambo | Foto: Daniel Pinheiro

Serviço

Quando Dança um Baobá

Local: Teatro Correios Léa Garcia – Centro Cultural Correios

Endereço: R. Visc. de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Data: estreia 7 de maio – de quinta a sábado – até 30 de maio

Horário: às 19h

Tempo de duração: 60 minutos

Classificação indicativa: livre

Formato: Monólogo musicado (Contrabaixo e Percussão)

Temática: Biografia de Mercedes Baptista / Protagonismo Negro / Dança Afro

Ingressos: R$ 30,00 inteira R$ 15,00 meia na bilheteria do teatro, em dias de espetáculo, a partir de 17h30.

FICHA TÉCNICA

Idealização e Elenco: Aisha Jambo

Realização: Jambo Produções

Direção Artística: Cátia Costa

Supervisão: Zezé Motta

Dramaturgia: Aisha Jambo, Nando Rodrigues e Cátia Costa

Coordenação de Produção: Aisha Jambo

Produção Executiva e Elaboração de Projeto: Paulo Mileno e Aisha Jambo

Produção: Nelson Neto

Direção Musical: Azulllllll

Cenografia e Visagismo: Alex Palmeira

Assistente de cenografia: Wadson Ferrer

Iluminação: Jessica Catharine

Colaboração cênica: Nando Rodrigues

Figurino: Humberto Correia

Composição contrabaixo e músico: Damu Telek

Composição percussão e musicista: Geiza Carvalho

Costureiro: Wenderson Corrêa

Consultoria de movimento: Charles Nelson

Preparação Corporal: Junior Andrade

Professor de balé: Julio Casares

Copy Desk: Sueli de Carvalho Silva

Pesquisa: Aisha Jambo, Paulo Mileno, Lucas Popeta e Gleyson Spadetti

Assessoria de Imprensa: First Press Comunicação

Assessoria digital: Staff Company

Agradecimento: Mestre Manoel Dionísio

Apoio:

Centro de Artes Calouste Gulbenkian

Espaço Cultural Municipal Baden Powell

Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

Espaço Cultural Municipal Baden Powell

Patrocínio:

Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministério da Cultura, Governo Federal.

O post Quando Dança um Baobá’ com Aisha Jambo apareceu primeiro em Zezé Motta.

]]>
Zezé Motta e suas histórias no carnaval https://zezemotta.com.br/zeze-motta-e-suas-historias-no-carnaval/ Fri, 13 Feb 2026 00:46:00 +0000 https://zezemotta.com.br/?p=1168 Tudo começou muito antes da Marquês de Sapucaí virar símbolo mundial. Nos anos 80, enquanto o Rio fervia nas ruas, […]

O post Zezé Motta e suas histórias no carnaval apareceu primeiro em Zezé Motta.

]]>
Tudo começou muito antes da Marquês de Sapucaí virar símbolo mundial. Nos anos 80, enquanto o Rio fervia nas ruas, Zezé já entendia o Carnaval como um território de liberdade. Foi na Banda de Ipanema que ela construiu uma das relações mais profundas com a festa: mais de 40 anos desfilando, celebrando diversidade, irreverência e o direito de existir sem amarras.

Ali, ela foi além da fantasia — fez do próprio corpo manifesto. Desfilou como quis, inclusive com os seios à mostra, não como provocação, mas como afirmação. Para ela, Carnaval sempre foi isso: autonomia, coragem e expressão.

Zezé Motta e Grande Otelo na Banda de Ipanema em 1988

Mas foi em 1984 que a história ganhou outra dimensão. Zezé esteve na inauguração do Sambódromo da Marquês de Sapucaí — e não como convidada qualquer. Ela fez parte daquele momento fundacional da cultura brasileira.

Naquele mesmo ano, viveu um dos capítulos mais emblemáticos da sua trajetória: desfilou duas vezes na avenida. Primeiro como Xica da Silva pelo Império Serrano, em um desfile arrebatador, ovacionado, carregado de energia. Dias depois, voltou à Sapucaí com o Acadêmicos do Salgueiro para gravar cenas da novela Transas e Caretas. Era o encontro da televisão com o Carnaval. Era arte atravessando a avenida.

Zezé Motta como Xica da Silva no desfile do Império Serrano | Foto: Acervo pessoal
Zezé Motta como Xica da Silva no desfile do Império Serrano em 1984 | Foto: Acervo pessoal
Zezé Motta como Xica da Silva no desfile do Império Serrano | Foto: Adir Mera
Zezé Motta como Xica da Silva no desfile do Império Serrano | Foto: Adir Mera
Zezé Motta Imperio Serrano 1984 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta Imperio Serrano 1984 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta em reportagem do Jornal O Globo de 1984 | Foto: O Globo
Zezé Motta em reportagem do Jornal O Globo de 1984 | Foto: O Globo

E como se não bastasse desfilar, Zezé virou tema. Ainda nos anos 80, a escola Arrastão de Cascadura levou para a avenida o enredo Zezé, Um Canto de Amor e Raça. Quase 3 mil componentes contando sua história em forma de samba, com direito a ala das baianas e homenagem a Oxum. Um desfile que transformou sua trajetória em memória coletiva.

Zezé Motta no desfile da Arrastão de Cascadura em 1989 | Foto: acervo Zezé Motta
Zezé Motta no desfile da Arrastão de Cascadura em 1989 | Foto: acervo Zezé Motta

Em 1988, ela quase ficou de fora. Sem muita animação, recusou o convite inicial de Martinho da Vila. Mas o enredo da Unidos de Vila Isabel — celebrando o centenário da abolição e exaltando a cultura negra — falou mais alto. Zezé voltou atrás. Resultado? Campeã daquele ano, em um dos desfiles mais simbólicos da história da Sapucaí.

Zezé Motta desfilando como Dandara, na Vila Isabel (1988) | Foto: acervo Zezé Motta
Zezé Motta desfilando como Dandara, na Vila Isabel (1988) | Foto: acervo Zezé Motta
Zezé Motta desfilando como Dandara, na Vila Isabel (1988) | Foto: acervo Zezé Motta
Zezé Motta desfilando como Dandara, na Vila Isabel (1988) | Foto: acervo Zezé Motta
Zezé Motta na Vila Isabel em 1988 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Vila Isabel em 1988 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Vila Isabel em 1988 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Vila Isabel em 1988 | Foto: acervo pessoal

Zezé Motta não apenas desfilou na Sapucaí, ela também transformou a avenida em set de cinema. Em Águia na Cabeça (1984), gravou cenas em pleno desfile, inserida na energia real da avenida, e anos depois repetiu essa experiência em Orfeu (1999), novamente filmando no meio do Carnaval, com bateria, público e emoção acontecendo de verdade. Ou seja: Zezé já atravessou a Sapucaí duas vezes — desfilando e atuando ao mesmo tempo.

Zezé Motta no carnaval de 1998 (Viradouro) | Folha de São Paulo
Zezé Motta no carnaval de 1998 (Viradouro) | Folha de São Paulo

E o Carnaval seguiu devolvendo tudo em forma de reverência. Em 1999, no enredo Damas Negras, a Lins Imperial celebrou Zezé ao lado de nomes como Ruth de Souza, Chica Xavier e Léa Garcia, reconhecendo sua importância no audiovisual brasileiro. Ao longo dos anos, ela atravessou diversas escolas e personagens: Viradouro, Mangueira, Grande Rio, Imperatriz, Sossego… sempre como presença forte, carregada de significado.

Zezé Motta no O Globo 1999 | Foto: O Globo
Zezé Motta no O Globo 1999 | Foto: O Globo
Zezé Motta na Imperatriz Leopoldinense em 2011 | Foto: Ag.News
Zezé Motta na Imperatriz Leopoldinense em 2011 | Foto: Ag.News
Zezé Motta na Imperatriz Leopoldinense em 2011 | Foto: Ag.News
Zezé Motta na Imperatriz Leopoldinense em 2011 | Foto: Ag.News

No fim, o que Zezé Motta construiu no Carnaval não é uma sequência de desfiles — é uma narrativa.

Uma história onde avenida vira palco, corpo vira discurso e o samba vira memória.

Porque, como ela mesma diz, o Carnaval nunca foi só festa.
É identidade. É resistência.

E toda vez que a bateria começa…
o coração dela — e o de muita gente — ainda desfila junto.

Zezé Motta no carnaval dos anos 80 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta no carnaval dos anos 80 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal
Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego em 2017 | Foto: acervo pessoal

1984 — Império Serrano

1984 — Acadêmicos do Salgueiro

1988 — Unidos de Vila Isabel

1989 — Arrastão de Cascadura

1998 — Unidos do Viradouro

1999 — Acadêmicos do Grande Rio

1999 — Lins Imperial

2002 — Unidos de Vila Kennedy

2002 — Estação Primeira de Mangueira

2003 — Acadêmicos do Salgueiro

2011 — Imperatriz Leopoldinense

2017 — Acadêmicos do Sossego

2019 – Porto da Pedra (ao lado de Antônio Pitanga em sua homenagem)

O post Zezé Motta e suas histórias no carnaval apareceu primeiro em Zezé Motta.

]]>