“Quem quer fazer sucesso?” — essa pergunta, que estampa a capa da revista TPM em 2019, ganha uma resposta emocionante e profunda na voz de Zezé Motta. Aos 75 anos, a atriz e cantora concedeu uma entrevista histórica para a publicação, onde expõe uma ferida pessoal que, por muito tempo, foi também uma ferida coletiva: “Não achava os negros do Brasil bonitos”. Com a honestidade cortante que só quem atravessou décadas de transformação social possui, Zezé abriu o coração para falar sobre a longa e árdua jornada em direção ao orgulho da própria pele e dos seus traços.
Nesta edição dedicada às armadilhas e aos significados da palavra “sucesso”, Zezé Motta desconstrói a noção superficial de fama e realizações materiais. Para ela, a verdadeira conquista reside na reflexão sobre a própria raça e no resgate de uma autoestima que o mundo insiste em desafiar. A conversa é um marco não apenas por celebrar seus 75 anos de vida e mais de cinco décadas de carreira, mas por reafirmar seu papel fundamental como uma das vozes mais lúcidas e resistentes do movimento negro no Brasil. Uma aula de história, resiliência e amor-próprio que continua ecoando e inspirando gerações.


