Íris

Em setembro de 1978, a revista Íris — uma publicação que celebrava a fotografia, o cinema e o som — estampava em suas páginas a força e a beleza inconfundível de Zezé Motta. Em uma edição que reunia “imagens das estrelas”, a atriz e cantora figurava entre os grandes nomes da cena cultural brasileira, ao lado de Vânia Toledo e outros artistas que marcavam a época. Aos 34 anos, Zezé já carregava uma trajetória impressionante: do sucesso estrondoso de Xica da Silva (1976) à consagração nos palcos e na música, sua presença na revista Íris foi um registro precioso de uma artista que estava no auge de sua potência criativa e política.

A fotografia em preto e branco, característica da publicação, capturou não apenas a estética da época, mas a profundidade de um olhar que atravessava décadas. Zezé Motta, naquele momento, representava muito mais do que uma atriz em evidência; ela era a materialização de uma nova narrativa para o povo negro no Brasil, que começava a ocupar espaços antes negados com talento, dignidade e uma beleza arrebatadora. A revista Íris, com seu olhar artístico e sensível, eternizou um instante de uma carreira que, mesmo naquela altura, já era histórica e continuaria a se desdobrar em conquistas por muitas gerações.

Ano: 1978

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